Harry Potter & o prisioneiro de Azkaban

Resultado de imagem para harry potter prisioneiro de azkaban livro  Oi galere! Voltamos para mais um livro da minha saga do coração, Harry Potter! Devo dizer que reler depois de tanto tempo me trouxe um significado incrível de várias coisas que não percebi quando era mais nova, e também várias afirmações que a autora revelou recentemente. Pode ter spoilers do livro anterior! 
   Após enfrentar e derrotar novamente o senhor das trevas, Harry precisa lutar contra novos vilões. Em seu terceiro ano em Hogwarts, o garoto descobre que Sirius Black, um homem foragido por assassinar vários trouxas de uma só vez, escapou de Azkaban, a prisão do mundo bruxo. E tudo indica, apesar dele não ter certeza do porquê, que ele está trás dele. Como ter um assassino perseguindo-o não é o bastante, ele terá que lidar com criaturas ainda piores. Descritas como "Dementadores", sem dúvida são a "coisa" que mais me assusta nesse mundo mágico (além da Aragogue, porque né, qual a necessidade de aranha gigante, mores? Mas falando sério, J.K Rowling informou aos fãs que esses seres são inspirados na depressão, e após ler a descrição, não tive dúvidas que ela realmente se inspirou nos sintomas de quem sofre com essa doença. 

 "Eles infestam os lugares mais escuros e sujos, se glorificam do desespero e decadência, exterminam a paz, esperança e a felicidade que possa existir ao redor deles. Até mesmo os trouxas sentem sua presença, mesmo que não possam vê-los. Chegue muito perto de um dementador e cada sentimento bom, cada memória feliz será sugado de você"

  Enquanto outras pessoas sentem frio, medo, etc, Harry sempre desmaia. Mas ele já sofreu bem mais do que qualquer criança comum de 11 anos. Todas as vezes em que encontra com um, acaba ouvindo detalhes da noite em que seus pais morreram. Ao ouvir a voz de sua mãe gritando seu nome em desespero, ele fica dividido entre nunca mais passar por isso ou a vontade de ouvir a voz de Lilly pelo menos uma vez. Tenso, né? Pois é. Mas felizmente, Harry terá ajuda não só de seus amigos para aprender a lidar com a sensação terrível que se apodera dele sempre que chega perto de um Dementador, mas sim do professor de arte das trevas mais legal da vida! Remus Lupin realmente se importa com seus alunos, e acha que eles devem aprender tudo que puderem para se defender. Além de ser um professor incrível, é uma pessoa com coração enorme, e um dos meus personagens favoritos! 

Eu não saio procurando por problema. Normalmente é ele que me encontra.
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  Essa obra tem um carga emocional e obscura bem maior do que os dois primeiros volumes, pois trata diretamente sobre morte, traição, e assuntos que podem ser um pouco mais pesados se vistos de um contexto diferente. Mas ainda é um livro infanto-juvenil, então, calma! Haha. 
  Vários personagens que apareceram só nos próximos filmes já deram as caras por aqui, como Cedrico Diggory e Cho Chang. Temos um aprofundamento muito maior nos demais alunos e professores, fugindo um pouco do enfoque principal nos três. 
  A edição está maravilhosa! Todos os bilhetes escritos a mão, cartas e etc, estão realmente transcritos com caligrafia, e até mesmo um em particular do Hagrid que estava molhado por lágrimas teve as gotas reproduzidas na página, achei incrível! Como sempre, uma história maravilhosa! Eu já estou sentindo que quando terminar o último, ficarei morrendo de vontade de começar tudo de novo (e provavelmente irei fazer isso mesmo, quando tiver mais tempo). 
  Espero que tenham gostado! Assim que puder, volto com o livro 04! 

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Kindred

Resultado de imagem para kindred livro  Eu nunca havia lido um livro que tratasse sobre escravidão. Mas então me dei conta de que, na  verdade, não existem muitas obras que retratem o assunto. Já vi inúmeros livros sobre guerras, suicídio, depressão, homicídio... mas nunca sobre isso. Kindred, escrito por Octavia Butler, nos conta a história de Dana. Uma mulher que acabou de se mudar para uma nova casa com o marido, Kevin. Enquanto arrumava algumas caixas, ela se sente um pouco tonta e desmaia. Quando acorda, tudo que consegue ver é um lago, bem diferente da sua nova sala de estar. E bem no centro dele, há um pequeno garotinho ruivo se afogando muito rápido. Após salvá-lo, ela retorna para o lugar onde estava. Para Kevin, se passaram apenas segundos. Para ela, dois minutos inteiros. 
  E essa não é apenas a primeira viagem. Dana retorna constantemente para um passado onde negros eram menosprezados, torturados, machucados de várias maneiras... e em todas as vezes, ela precisava ajudar o mesmo garotinho ruivo, que foi crescendo e se tornou um garoto, e mais tarde um homem.
Rufus, filho do dono da fazenda, cresceu em um lugar onde todos os empregados sempre faziam suas vontades, e sempre acabava esperando o retorno de sua amiga, que aparecia quando ele mais precisava... Dana, uma escritora empoderada, independente e moderna, precisa se submeter a todos os tipos de humilhações e ao medo de ficar presa em qualquer uma das "dimensões". Ao descobrir a importância de sempre manter Rufus a salvo, ela não pode simplesmente viver sua vida no século atual sem saber o que aconteceu com ele, mas também não quer permanecer em uma realidade tão cruel quanto a da escravidão. E se pararmos para refletir, essa realidade não é tão distante.
  Kevin se envolve em tudo isso, pois as "viagens" acontecem de forma imprevisível, e tudo que Dana toca viaja com ela, como bolsas com suprimentos, remédios, armas e até mesmo pessoas. Porém ele, também escritor, é um homem branco que não tinha problemas ao ser transportado para a época. 

A escravidão era um processo que matava pouco a pouco.
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  Octavia Butler é conhecida como a dama da ficção científica, e eu parabenizo a editora Morro Branco por todo o cuidado com essa edição belíssima, que deveria ser lida por todos. Além de tratar do óbvio preconceito e racismo, trata também de feminismo, coragem, força e história. Apesar da viagem no tempo ser ficção, claramente a parte da tortura, tristeza e desespero eram reais. Tudo aquilo aconteceu, e a maneira que essas cenas foram escritas, nos fazem sentir o desamparo que essas pessoas sentiram, toda a dor e sofrimento são repassados através das palavras, e com certeza fazem refletir muito mais sobre o assunto. Eu nunca tinha parado realmente para pensar nisso, sem ser de forma "didática". E com certeza procurarei mais obras do tipo, pois esse tipo de livro merece todo o reconhecimento. As pessoas precisam ler e absorver todo esse conteúdo, para tentar entender e lutar para que o mundo tome um rumo diferente. 
  Parece absurdo, mas ainda hoje pessoas sofrem desse mal. Ser julgado pela cor da sua pele é simplesmente inaceitável. Me desculpem se isso acabou virando um texto opinativo demais, porém esse livro mexeu muito comigo, de uma maneira inexplicável. 5/5. Esplêndido. Doloroso. Necessário. 

Comecei a escrever sobre poder, porque era algo que eu tinha muito pouco.
- Octavia Butler

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O rei do show

  Ahhhhhh! É tudo o que eu tenho a dizer sobre "O rei do show"! Não, mentira, tem mais coisa. Mas foi minha primeira reação ao terminar o filme: Fiquei um minuto olhando pra tela sorrindo, toda boba e feliz. É o efeito que The greatest showman tem na gente. 

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 Barnum, interpretado por Hugh Jackman, tem uma origem humilde e sempre sonhou em vencer na vida. Sua melhor amiga, Charity, é filha de um senhor muito rico que o despreza desde que o mesmo era uma criança. Quando alcançam a fase adulta, ele e Charity se casam e tem duas filhinhas lindas. Mas a pobreza ainda é um determinante real em sua história. Preocupado em dar o melhor para sua família, Barnum vai assumir um risco, determinado por uma idéia: Levar alegria as pessoas, e representar os oprimidos. Aqueles que eram vistos como, bem, aberrações

O ato mais nobre de todos é fazer os outros felizes. 
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  Após conseguir o empréstimo e comprar um prédio, ele resolve recrutar pessoas que normalmente, eram vistas como "escória" na cidade. Um anão. Uma mulher com barba. Negros... "Minorias" como as de hoje em dia, sendo exaltadas em um palco com muita luz, brilho e mágica! Porém, também como os dias de hoje, ainda existiam (existem) pessoas que não aceitam que o que é diferente, é belo. E com isso, muitas provas serão postas no caminho do nosso Showman. Além do ódio de algumas pessoas, ele precisará lidar também com sua ganância em sempre conseguir mais, que pode acabar atrapalhando até mesmo sua vida pessoal. P. T. Barnum realmente existiu, porém como não acompanhei sua história antes de assistir o longa, não sei dizer se é fiel ao verdadeiro.
  O filme é incrível! Lindo, emocionante, a fotografia é simplesmente belíssima... cada movimento é calculado para te fazer sentir as bochechas rosadas de tanta emoção. Cada música traz uma mensagem muito importante sobre sonhos e determinação. Os atores merecem aplausos! Hugh Jackman, como sempre, estava maravilhoso. Zac Efron, após todos os rumores de que não sabia cantar e dançar (após High School Musical, ele recebeu MUITAS críticas), mostrou que mesmo que não soubesse, aprendeu. Todas as performances dele foram impecáveis. Palmas para todos os envolvidos. Entrou para o meu top 5 de musicais favoritos! 

  Confiram o trailer abaixo, e nos vemos em breve!  



Um amor de cinema

Resultado de imagem para um amor de cinema  Ufa! Depois de um tempão, cá estou para recomendar pra vocês mais um livro incrivelmente fofo! Aposto que comédia romântica é um gênero de filme que conquista quase todo mundo, né? Pois bem, eu nunca li uma obra tão focada nesse tema quanto "Um amor de cinema", escrito pela Victoria Van Tiem.
  Kenzi Shaw é apaixonada por filmes românticos com toques de humor. Quando jovem, era artista assumida, pintava quadros incríveis e muito sonhadora, porém após o término do relacionamento com o amor de sua vida, tudo mudou. Agora, designer de uma empresa conceituada no ramo de publicidade, noiva de um dos diretores mais importantes da empresa, tudo acaba indo pelos ares quando recebe a proposta de criar um projeto para um restaurante temático. O tema? Filmes. O cliente? Seu ex-namorado, amor de sua vida, crush eterno: Shane. 
  Shane, aparentemente mais velho, mais lindo e mais apaixonante do que nunca, tem um efeito ainda maior em Kenzi, que luta contra seus sentimentos por lealdade ao noivo. Esse, por sinal, parece ser um cara muito bacana... Apesar de viver viajando e menosprezando as coisas que ela considera importante. 
  Ao aceitar o projeto (segundo seu chefe, o emprego dela depende do sucesso desse serviço), Shane diz ter somente uma condição. Que ela aceite o desafio de reviver, com ele, cenas de seus 10 filmes favoritos. Sua desculpa é que isso pode inspirá-la a ter mais idéias para o restaurante. Mas na verdade, é uma maneira de tentar reconquista-la. 

1. Sintonia de amor
2. Uma linda mulher
3. O diária de Bridget Jones
4. Vestida para casar
5. Dirty Dancing
6. Gatinhas e gatões
7. Simplesmente amor
8. Digam o que quiserem
9. Mensagem para você
10. O casamento do meu melhor amigo.

 Repleto de cenas incríveis, que vão acontecendo de maneira natural ao decorrer da leitura, essa obra me deixou cheia de coraçõezinhos em volta. Sério. Eu imaginei um filme todinho na minha cabeça, de tão perfeita que é a narrativa. Kenzi é extremamente engraçada, e além de referências de todos esses filmes da lista, tem muito mais que ela vai citando ao longo das situações que aparecem. E todos os personagens secundários também completam o enredo, que trata muito de amor-próprio, aceitação, amizade e sonhos. 

A garota com tinta no cabelo que ainda acredita em contos de fadas, só que está é a versão adulta. Porque talvez não exista um final feliz para sempre com alguém; talvez tenha a ver com ser feliz consigo mesma.

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  Simplesmente encantador. Li muito rápido, e fiquei com ele na cabeça por dias de tão gostosinha que foi a experiência. Se você está precisando de uma leitura leve, engraçada, para te distrair e trazer nostalgia de vaaaários filmes maravilhosos, é esse mesmo! A edição da Verus está lindíssima, a capa é linda, apesar de eu não ter conseguido imaginar a moça da capa como protagonista. Pensando em comédia romântica, já li imaginando Drew Barrymore durante o livro todinho. E o Shane é o Bradley Cooper. De nada. 

  Beijos galere! 

A guerra que me ensinou a viver

Resultado de imagem para a guerra que me ensinou a viver  Ada roubou meu coração. Quando li "A guerra que salvou minha vida", me apaixonei perdidamente pela escrita de Kimberly Brubaker e senti falta de uma continuação, mas fiquei satisfeita com o final da história que nos foi apresentada. Então, quando eu menos esperava, a maravilhosa Darkside lançou "A guerra que me ensinou a viver", e lá fui eu, chorar mais um tantão com a história dessa criança linda em uma época tão difícil. Essa resenha pode conter pequenos spoilers sobre o livro anterior! 
  Começamos esse livro quase na mesma época que o outro terminou. Ada tem seu pé operado, e pode andar normalmente como qualquer criança. Após a antiga casa de Susan ser bombardeada, eles precisam se mudar para outro lugar, que é gentilmente cedido pela Lady Thorton (assim como a cirurgia).
  A guerra está mais cruel do que nunca, e agora sentimos bem mais a aflição da personagem sobre isso. Rações de comida, poucos alimentos para todos, lojas fechando, pessoas se mudando. E pessoas morrendo. 
  Mãe, a terrível mulher que torturava Ada e Jamie, faleceu. Agora, Susan é legalmente a guardiã das duas crianças, e tudo está bem. Porém, viveremos mais traumas que nada tem a ver com o pé (agora curado) da garota. 

Bombas caíam do céu. Garotos caíam das árvores. Qualquer coisa podia acontecer. A qualquer hora. 

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  Agora, sem toda a raiva e ódio da Mãe, podemos conhecer quem Ada realmente é. Ela se recusa a se "soltar" com Susan, pois tem medo de tudo mudar novamente. Chamar a guardiã de mãe é uma ofensa, pois ela é muito melhor do que sua mãe jamais foi. Ela prefere a palavra e o significado da palavra guardiã. Após ganhar um dicionário, aprende várias palavras novas, e é lindo vê-la descobrindo novas definições para sensações que ela não sabia descrever. Todos os personagens secundários são extremamente incríveis, e a narrativa é encantadora e poética, como é típico dessa duologia. 

Mas você tem outras cicatrizes, não tem? Todo mundo tem. As invisíveis.

  O final, como sempre, foi lindo. Não acho que deva se tornar uma trilogia, mas se acontecer, com certeza vocês me verão resenhando a obra na primeira semana de lançamento, pois se eu já era apaixonada, esse livro me fez entregar meu coração todinho a essa autora e a essa personagem tão cativante e querida. Sobre a edição, só elogios! Uma capa ainda mais linda que a anterior, capítulos curtinhos que acompanham os pensamentos e ações da garota, e fotos reais da época da guerra. Tudo muito tocante, e feito com muito carinho pela editora. 
  Recomendadíssimo para você quer ama livros sobre a guerra, narrado por crianças, ou só está procurando algo maravilhoso para ler. 

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